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Quinta-feira, Agosto 11, 2011

A propósito de Amy Winehouse: Stronger than me

Quando o álbum Frank saiu em 2003 eu estava entrando na minha segunda faculdade, acabava de voltar a residir no Rio de Janeiro após um curtíssimo período em outro estado. Havia descoberto que minha matrícula pública, em universidade pública, obtida por concurso público, e como coisa pública, havia desaparecido. Puff: sumiu. Então, como um processo administrativo poderia demorar - e em se tratando de coisa pública, demora bastante - achei por bem me matricular em outra faculdade. Era um outro curso, outros colegas, outros horizontes, e eu não perderia meu tempo com a maldita burocracia desse país que, para reconhecer que algo está errado, leva pelo menos seis meses. E graças ao sumiço de minha matrícula, eu entrei no curso pelo qual iria me formar. Onde conheci talvez as melhores pessoas que convivi na vida.

Naquela época eu tinha vinte anos (não faz tanto tempo assim) já estava quase no fim de uma outra graduação (a da matrícula sumida), namorava um rapaz, tinha vida social, enfim, era uma moça de vinte anos.

Estava já há alguns anos afastada do piano, aliás, do mundo da música como um todo, deixando de ser uma profissional para ser apenas uma ouvinte-modesta-admiradora-de-música-boa. Meu piano estava em outra casa, eu nem ligava na tomada os teclados eletrônicos profissionais que eu antes usava para compor, e minha vitrola havia quebrado há alguns meses. Sim, eu tinha, e tenho, vitrola até hoje porque eu gosto de música -nenhuma mídia se compara ao LP em qualidade acústica.

Nesse cenário de faculdade incompleta, faculdade iniciante, vida profissional em transformação, eu tinha um aparelho de cd grande, bom, que ficava em casa. E um, pequeno, igualmente bom, que ía comigo onde quer que eu fosse - ainda não havia IPod. Porque música era tão naturral para mim como as folhas das árvores. E eu ía para a faculdade ouvindo sempre jazz (o curso era à noite, eu caminhava durante à tardinha, o sol se punha)...

Um dia, ao chegar para a aula, um amigo me deu de presente um cd "alegre" da Janis, mas eu havia recebido de Londres um cd de uma desconhecida chamada Amy Winehouse e nem conseguia me ver ouvindo Janis novamente. Adoro a Janis, mas Amy era incrível. E totalmente desconhecida. Quem era? Ninguém por aqui sabia.

Era uma moça jovem, que tinha alguns meses menos que eu, londrina, saudável, bonita, com um talento inexprimível, um repertório excelente e não menos excelentes letras (e só tinha 19 anos)!

Além de dona de uma voz magnífica, ainda escrevia as próprias músicas. Amy era um espanto!!! E eu, conhecedora de música (de dentro do mundo da música e não meramente-ouvinte- modesta-de-música-boa) sempre soube que ela teria uma carreira brilhante. Só não previ que seria tão curta.

Em outubro de 2006 fora lançado Back to Black, eu estava me formando (na faculdade particular) no mês seguinte, e Amy era conhecida no mundo todo. Concorrendo a seis e levando Cinco prêmios Grammy. E sendo, sem dúvida alguma, o melhor álbum dos últimos 30 anos. Eu conseguira recuperar enfim minha matrícula, e desistira do curso no último período, prestara vestibular mais uma vez e estava em outro curso e outra faculdade pública - daonde minha matrícula nunca sumira);

Amy tivera uma carreira curta, como curta fora sua vida. Infelizmente as pessoas morrem. E sofrem. Amy sofrera muito, mais do que o suficiente para sua breve vida, tendo sido cruelmente julgada todos os dias não pelo seu talento, mas pelo espetáculo da vida - que é dura para todos, e dura fora ainda mais para ela.

Às vezes penso que o mundo gosta do que é trágico, porque desde 2003 (frank) havia uma verdadeira torcida para que a moça de voz incrível morresse cedo. Cada minuto do infortúnio do destino, que em Amy cravara suas garras, era cruelmente documentado. Como se dela quisessem obter apenas a imagem dela mesma devastada. E apostas foram feitas. Cada minuto de sua vida, e sua tragédia, documentados.

Quem apostou apenas na tragédia, pode tirar o chapéu. Quem a postou no talento, hoje senta no meio-fio da calçada para lamentar a brevidade da vida, e do que ela traz de bom. Eu lamento. Eu lamento. I back to black.

Quando Frank fora lançado, uma música me chamava a atenção...esta aí de baixo:

Eu pensava:

será que ela e eu namoramos o mesmo cara? Londrino, sete anos mais velho e imaturo? Será?

Claro que não, mas a música veste direitinho em alguém que eu conheço... e é tudo isso aqui de cima...
 e aqui de baixo também
.

Stronger than me
(Amy Winehouse)

You should be stronger than me

You've been here seven years longer than me

Don't you know you supposed to be the man?

Not pale in comparison to who you think I am

You always wanna talk it through - I don't care

I always have to comfort you when I'm there

But that's what I need you to do - Stroke my hair

Cause I've forgotten all of young love's joy

Feel like a lady, and you my lady boy


You should be stronger than me

But instead you're longer than frozen turkey

Why'd you always put me in control

All I need is for my man to live up to his role

You always wanna talk it through - I'm okay

I always have to comfort you every day

But that's what I need you to do ? Are you gay?

Cause I've forgotten all of young love's joy

Feel like a lady, and you my lady boy


He said the respect I made you earn

Thought you had so many lessons to learn?

I said you don't know what love is, get a grip

Sounds as if you're reading from some other tired script?

I'm not gonna meet your mother anytime

I just wanna grip your body over mine

Please tell me why you think that's a crime

I've forgotten all of young love's joy

Feel like a lady, and you my lady boy

You should be stronger than me

You should be stronger than me

You should be stronger than me

You should be stronger than me

(hehehe)

4 comentários:

Anônimo disse...

hello My dear!

I'm seven years older than you.
British.
I'm Just a guy... a boy (a toy too).

For too long you loved me.
You teach me to care
and not to care - reading Eliot when I was asleep.
"I always have to comfort you every day" It's true. You did it for seven years... did you forget that?

(revenge)

The seven- year- older guy
from London
i've been waiting for you...
m.

Vânia Vidal disse...

Dear.

go to hell.


kss

Anônimo disse...

"...You don't know how you got here
You just
know you want out
Believing in yourself almost as much as you doubt,
You're a big smash
You wear it like a rash
Star

e o refrão?

"Oh, no,
don't be shy
You don't have to go blind,
Hold me
Thrill me
Kiss me
Kill me"


revenge: I know everything about the both. If I could, I would...

kss
c.

Vânia Vidal disse...

C? Are you there?

okay...as you wish

go to hell you too.